Casa de poeta
Eu quero a alegria da casa de um poeta diluida em sua solidão. Das solidões, porém, apenas duas: A da alegria do poeta E a de sua casa.
A solidão do ser poeta deixo para os medíocres. eu não a preciso eu não a desejo eu não aprecio.
Eu quero a luz que goteja em sua nuca e rompe violentamente a testa. Quero as sombras mais solares dos solares mais solícitos e dos beijos mais explícitos os desejos mais velados.
Quero a clareza que há na casa de um poeta ocultada em sua escuridão. Das escuridões, porém, apenas uma: A de sua clareza.
A escuridão do ser, poeta, deixo para os hipócritas Eu não adimiro eu não admito eu não acredito
(Eduardo Gaspar 17-11-2004)
Escrito por opaudabaladeira às 18h59
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