O PAU DA BALADEIRA


E o que seria então?
É o que te sustenta
É o que te joga pra frente
É aquilo que manténs na mão
É como o barbante do iôiô
Ou a rodinha do carrinho
É a bola do menino
E a boneca da menina
É o que diverte... fere...
E te faz acertar o alvo.


 

Ich danke, jungen!!!

 

Com carinho,
Suhelen Aragão



Escrito por opaudabaladeira às 15h26
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Das Chuvas e das Paixões III

E basta que a chuva venha três vezes do norte
Que há quem se espante quando ela vem pelo sul
Como se mais forte fosse de onde a chuva vem
Que a fertilidade que ela traz aos campos

(Eduardo Gaspar 02.11.2006)



Escrito por opaudabaladeira às 10h03
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Divulgação! (Acho que esse blog nunca viu isso! heheh)
Amanhã (26/10) vai rola Soro da Baladeira no "a vida é uma festa", em frente ao teatro de bonecos; esqueci o nome da rua. Ah!
Quem não for terá que imprimir todo este blog e ler pelo menos uma vez para cada um dos integrantes do mesmo. Sério, rpz. E quem for à apresentação pode levar ovo, caso fique insatisfeito com a apresentação, pra mode tacar em nós, tal qual fez o povo do maiobão quando da visita na nossa ilustre senadora Roseana Sarney ao bairro.
Nos vemos lá! Inté!

Pedro



Escrito por opaudabaladeira às 21h08
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Pra lá com enunciados inúteis
Bem longe daqui com tiradas de cunho filosófico
Dê-me um sumiço nestas ementas defasadas
Teus conceitos tornaram-se fúteis
E as estratégias estão todas ultrapassadas
Tudo só forma um manual catastrófico
 
 
(Leandro Fernandes)


Escrito por opaudabaladeira às 22h10
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Cartinha

A uma amiga que não escreve poesias

Ontem me pus a ler Florbela

E passado algum tempo,

Que devaneio:

Já não era o livro que eu segurava

Era um teu seio.

E fiquei me perguntando

Onde havia mais poesia

No livro que eu lia

Ou nos teus peitinhos de veludo...

Pensando bem, moça,

Você não precisa escrever poesia,

Esquece.

Eduardo Gaspar [16.09.2006]



Escrito por opaudabaladeira às 17h52
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só se sendo...

ser amado
sendo som
sem o sono
e sem a sede

sem semente
sendo terno
ser eterno
e sem o terno

sendo ausente
ser somente
só o som
sem se ser

ser se sou
só e ausente
sou e sim
sendo assim...



05.08.2006



Escrito por opaudabaladeira às 12h21
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Pura teoria sem prática

É tudo o que se diz sobre paixões

Toda descrição melodramática

Pode formar teoria socrática

Mas não adestra corações.

 

Improbabilidades dizem mais

E não requerem um guia teórico

Mero e prolixo e verborrágico eufórico

Amontoado de palavras temporais

Impraticável e defasado amor retórico.

 

Minha língua pede teor de saliva

Ela não sabe a teoria inútil

Sobe e desce na boca se esquiva

Não é esse amor livresco coisa morta

É a carne em movimento língua viva

Pedindo corpo a corpo em duelo sutil.

 

Há que se queimar todos escritos

Arder em brasa o assunto sentido na pele

Deixar à chuva todos os relatos aflitos

Dos que nada sabem dos belos conflitos

Da pele pela pele que nos impele.

 

Permanente e imutável só sabe a prática

E se essa contradição em que caio

– redigindo teoria da própria ótica –

Põe-me agora em posição caótica

Eis que clamo: não me apetece soar prolixo

Que me arrefece discussão hermética

Rogo então que se anule toda essa poesia vã e oca

E se pratique o velho e sábio língua na boca

da máquina esquelética.

 

Léo.

02 . 08 . 06



Escrito por opaudabaladeira às 23h45
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A palavra quando nasce é pedra.

É poesia que nasce nesse quando.

E é pedra.

 

Ser poeta é duro...

 

A lavra diária.

Catando imagens até no escuro.

De pá em palavra.

De pau e pó e pedra.

 

Ser poeta é duro e dura a vida inteira.

 

                                                                                )  Leandro   .                (



Escrito por opaudabaladeira às 20h49
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E esse olhar de quem tem carregado pedras, Pedro?

Te apetece esse trabalho árduo?

E a Eduardo?

E a Suhelen?

 

Me revelem:

 

Dá pra tirar açúcar de pedra?

Dá pra tirá-la (a pedra) de cima do sauveiro?

Dá pra tirá-la dos sapatos?

 

Retocá-las e recolocá-las nos caminhos?

 

) Leandro         . (

                                    19.07.06



Escrito por opaudabaladeira às 20h43
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Das chuvas e das paixões

II

Cai uma tempestade
e diz-se chuva
Mas um sereno
é chuva também
E se não pode julgar mais chuva
esta ou aquela em que há mais violêcia
ou ternura
Tampouco mais ou menos tempo
até o seu fim

Mesmo porque,
quando é o fim duma chuva
se existe muito mais fim em quem a observa
do que nela própria?

Não me espantaria o contrário
mas, creio que elas não pensam
também não sentem
Apenas carregam em si
esse momento
Os homens, porém,
se nove destes se abrigam
a espera do fim duma chuva
cada um se vai num instante
porque cada um percebe esse fim
em si - e em seu próprio tempo

O que leva a crer
que uma chuva passa
no instante em que ela passa, simplesmente
mas essa chuva somente passa, para quem a sente,
quando se entende que ela já passou.

[Eduardo Gaspar] 08.07.2006



Escrito por opaudabaladeira às 15h27
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E quando enfim meu espírito
alcança os segredos do tempo...
nem sei mais se te louvo ou te blasfemo
posto que é tanto sentir
que já não compreendo onde me findo ou me começo

Cai uma agulha e é um tremor
sopra o vento e é um alarido
ouço com os olhos
vejo com os ouvidos
palavras se soltam dos gestos
e dos mirares se desprendem vontades
que por vezes me cortam a carne

Dai-me entender-me.

[Eduardo Gaspar] 01.07.2006



Escrito por opaudabaladeira às 15h33
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o que me antecede

já teve seu fim

o que já não me impede

de ver algo além de mim

 

o que me antiquada

não me diminui

tão pouco me prolifera

e se tudo é quase nada

e o tudo no nada se inclui

é que do nada quase tudo se gera

 

mundos se afundam no vão

fundos se amundam na mão

a mando da quimera mera

amando daqui (mera quimera)

 

seres não sabem quem são

sábios são os seres que não

preferem o que se prolifera

 

L.



Escrito por opaudabaladeira às 18h20
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O palhaço no ônibus

vende alegria e amor

na poesia fácil

frase-feita

graça de graça

 

A passageira-menina

escolhe, feliz,

as mais bonitinhas

dentre essas alegrias efêmeras

 

O palhaço segue rindo.

Da desgraça alheia.

                                         L.




Escrito por opaudabaladeira às 18h03
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"Segundo"

 

 

Desço contente a larga escadaria

pisando cada degrau com cuidado

e percebo que a benção vem do lado

em que eu confiante me escondia.

 

No caminho reencontro a alegria.

Tão pura e tão linda, ela tem me olhado.

Então, deitado em seu colo aconchegado,

descanso a sorrir com ironia.

 

Mesmo que num descuido, aquela magia,

por mais que tivesse me abandonado

não conseguia me deixar conformado.

 

Foi quando do último degrau eu via

subir quem jamais tinha esperado.

O anjo foi e me deixou acordado.

 

 

(11/05/2006)

Suhelen



Escrito por opaudabaladeira às 14h09
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seguia meu rumo
e me perdia no mato
de tanta tristeza
reclamava do que me levava
e em cima da carroça
lembrava do velho prato
que vazio me esperava
era tanta desgraça
que até o jumento chorava
nada mais eu via
e olhando pra mim mesmo concluía:
um dia ainda me mato...
 
 
(Suhelen Aragão - 25/05/2006)


Escrito por opaudabaladeira às 22h33
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